quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pessoal é com enorme carinho e felicidade que venho fazer este post, para falar do meu amigo Guto Fernandes. Mais uma vez gostaria de parabenizá-lo pela conquista e agradecer pela força que dá ao blog e também pela maravilhosa frase! (Para quem não sabe, esta nova frase no Banner do Leia 1 Livro foi criada pelo Guto,nos Tweets em que ele divulgava o blog).Bom, chega de rodeios e vamos logo ao que interessa!? O 1º Capítulo de "Contos Perdidos de Mórien" (enviado pelo Guto especialmente para o Leia 1 Livro!)





Contos Perdidos de Mórien - A Vingança dos Sombrios
Capítulo Um – Do Arado a Espada

Era o começo da primavera. Os campos estavam começando a florir, a temperatura subia levemente enquanto que a neve aos poucos ia retirando o manto branco que lançava sobre as montanhas ao sul da fazenda. Nos bosques os machos disputavam entre si a atenção das fêmeas e não era raro ver um ou outro animal meio ferido vagando desnorteado pelos limites da propriedade. E eu estava arando um campo de trigo, mas aquilo mais parecia à penitência por todos os meus pecados ao invés de um trabalho. O arado estava meio cego, a terra ressecada pelo tempo seco e sem chuvas do inverno e o boi que o puxava parecia estar nas últimas, pois se movia a cada metro mais devagar do que durante o anterior, fora o sol que agora castigava meu rosto e corpo com seu calor.
Quando já passava do meio do dia minha mãe soltou um gritou da cozinha da nossa casa, que ficava a pouco mais de duzentos metros do campo que eu estava arando, dizendo que o almoçou já estava pronto. E como eu estava faminto não pensei duas vezes no que fazer. Soltei o boi do arado, levei-o até o curral onde deixei um pouco de ração e água fresca antes de partir. Eu poderia jurar que o vi suspirando de alivio depois de eu ter feito aquilo.
Nossa casa era pequena, feita de tijolos de barro unidos por uma massa de argila e pedras que a deixava firme e resistente.  O telhado era feito com vigas de cedro e cobertas por vigas de carvalho para evitar que a chuva penetrasse em casa, já não se usava mais palha para forrá-las como antigamente.  Essa inovação fora trazida pelo meu pai quando ele trabalhara com um pedreiro que viera de uma cidade distante, próxima a capital do reino, onde todas as casas já eram feitas assim.
No interior nossa residência era pequena para tantas pessoas que ali moravam. Éramos sete ao todo: meu pai, minha mãe, minha avó materna, eu, duas irmãs minhas e mais um bebê que mal completara seis meses de vida. Tínhamos quatro quartos, um para meus pais, um para minha avó, o meu, que mais tarde seria divido com meu novo irmão, e o das minhas irmãs. Tínhamos uma sala onde nos reuníamos para ouvir as histórias do passado de minha avó. Ou então para apenas conversarmos sobre como havia sido o dia, embora só houvesse novidades uma vez por semana quando eu e meu pai íamos à cidade para comprar mantimentos e coisas necessárias para passarmos a semana e vendermos nossa produção de verduras, as melhores da região, podem acreditar.
Nos fundos da casa, tínhamos uma cozinha bem arrumada cheia de ervas e temperos que minha avó e minha mãe não dispensavam em nada que faziam na cozinha, às vezes costumávamos brincar dizendo que as mulheres da família de minha mãe eram meio bruxas, pois conheciam muito de ervas e de seus usos para além da cozinha, e sempre que dizíamos isso minha avó abria um grande sorriso antes de confirmar a brincadeira. 

Em nosso quintal criávamos uma meia dúzia de galinhas que nos davam ovos e pintinhos, que quando ficavam gordos o bastante iam direto pra panela no domingo.

A vida era difícil, mas a nossa união fazia com que as atribulações que vinham se tornarem menores. Até meu pai e minha avó se davam muito bem, a afinidade era tanta que quando vovó ficou viúva fora meu pai quem decidira que ela viria morar conosco. Na época eu devia ter pouco mais de sete anos, mas ainda me lembro do quanto fiquei contente com isso.
Como eu já havia dito as histórias de minha avó simplesmente faziam com que todos nos ficássemos intrigados e mergulhados nelas. Perco a conta de quantas vezes eu fiquei me revirando na cama pensando se algum dia na minha vida veria os Nobres Altos Elfos que viviam nas terras do leste ou um dos temíveis Dragões Cromáticos que assolam uma terra chamada de Lemuria. E sempre que perguntávamos a ela de onde vinham essas histórias ela dizia que havia ouvido de sua mãe que havia ouvido da mãe dela e que havia ouvido da mãe da mãe dela, mas no fundo eu nunca acreditei nisto.
Quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi ir até nosso terreiro e limpar-me numa bacia de água que ali ficava justamente para isso. Ao passar pelo lado de fora da casa eu vi meu pai conversando com o senhor da fazenda na nossa sala. A fazenda não era da nossa família. Trabalhávamos para um senhor, e só o chamávamos assim, por conta do respeito, uma vez que ele era tão novo quanto meu pai que não passa dos quarenta anos de idade, que nos deixava plantar e criar gado, porcos e galinhas com a condição de pagarmos a ele uma certa quantia do total vendido, não chegava a sobrar muito para ficarmos ricos porém ele não era como outros senhores de terras que praticamente escravizavam seus trabalhadores. A casa dele ficava há uns quinhentos metros da nossa e era a maior de todas as três que havia na propriedade. Feita toda de pedras mais parecia um castelo do que uma casa. Tinha portas de carvalho tão largas que era até possível passar com um carro de boi lotado por elas sem dificuldade alguma. Seu interior para mim era um mistério, pois eu nunca havia tido a chance de entrar lá, era sempre meu pai quem visitava o senhor, fosse para pagar-lhe, fosse para dizer que havia algum problema na fazenda.
Quando entrei em casa depois de ter me lavado, os dois ainda estavam conversando como se fossem amigos de longa data, o que não chega a ser mentira já que foi com a ajuda dele que meu pai conseguiu se casar com minha mãe. Mas meu pai que sempre era alegre e extrovertido, estava com a expressão de seu rosto um pouco mais fechada do que o seu costume enquanto que o senhor Amadeus estava com a face mais serena. Fui até a sala e cumprimentei os dois, pois além de ser o costume de quem recebe visitas em casa eu sentia certa admiração por nosso senhor. Diziam as pessoas da cidade e das fazendas próximas que no passado ele havia sido comandante do antigo rei, mas que não aceitava a postura do herdeiro do trono e com isso juntou toda a fortuna que tinha na capital para vir a se tornar senhor de terras em uma cidade bem distante da “corrupção” da capital. Porém quando nos perguntávamos a ele ou pro meu pai sobre essa história ambos desconversavam dizendo que o passado era passado. No fundo acho que meu pai já foi alguém importante!


Está gostando!?O Capítulo ainda não acabou, continue lendo CLICANDO AQUI

Para quem não conhece o Guto,aqui está o rapaz! ^^)


Bom,se você gostou do Post, do 1º Capítulo ou sei lá, do Guto (hahaha)  (gostaria de informar que o autor e meu amigo Guto agora possui uma namorada!Obrigado pela ATENÇÃO) COMENTE! E deixe um blogueiro FELIZ

2 comentários:

Fabiane Aquio disse...

gostei!!! e comento por que gosto de deixar um blogueiro feliz! rsrs com muito carinho!

Leia 1 Livro disse...

Ahhh Fico realmente FELIZ!

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